Pinturas

Composição

<i>A Primavera</i>, 1967. Têmpera
A Primavera, 1967. Têmpera

Ela usa todas as tecnicas de pintura, óleo, têmpera, aquarela, guache, pastel e carvão, sem falar do desenho. Nos seus estudos de nus, Morgan-Snell procura variar constantemente as poses e perspectivas, ela consegue sempre ficar casta, pura, apesar de atitudes as vezes muito destemidadas. Assim, o quadro intitulado Irradiation féminine, que representa duas mulheres deitadas, mostra o pé de uma apoiado na barriga da outra e a gravidade dos rostos, poderia lembrar Les Dormeuses de Courbet. Porém, estas jovens não são de nenhuma forma mulheres assombradas: parecem nadadoras esportivas descansando, ou amazonas calmas cujo os sonhos não tem nada sombrio. Em realidade, estamos na presença de um hino a beleza, criada no mesmo espírito que essa outra pintura de Morgan-Snell, l'Étin­celle humaine, que representa uma jovem mãe beijando o seu filho, ou l’Intrépide jeunesse, desenho realçado que podemos ver no Museu de Belas artes de Paris. Nesta obra, uma fera rugindo nos confirma que a pintora mistura sempre a natureza e o sonho, associa numa atmosfera mítica os seres e as coisas que a seduzem pela pureza de seus traços, a variedade de suas cores ou seu caráter estético ou divino.


Cores

<i>Veniza</i>, 1966. Gouache e aquarela sobre papel
Veniza, 1966. Gouache e aquarela sobre papel

O problema das cores assombram Morgan-Snell. Ela prefere as gamas em “demi-teintes”: ocres, marrom, realçadas ao fundo com cores mais vivas. Ela pode, dosando suas misturas, obter nuanças extremamente trabalhadas. Um dos aspectos flagrantes da obra de Morgan-Snell é seu colorido, sombrio e luminoso. Corpos muito bronzeados dão entretanto uma impressão de luz e clareza. Com uma pele ocre escuro, eles são louros de olhos azuis. A artista se inspira as vezes das nuanças dos corpos das mulatas, de um metal mais escuro mas que capta também a luz.


Material

<i>O Filho de Rhéa</i>, Museu de Arte moderna de Paris
O Filho de Rhéa, Museu de Arte moderna de Paris

Ela procurou para suas pinturas um material novo para substituir as cores com óleo. A têmpera é uma substância fosca que produz nas telas efeitos comparáveis aos dos afrescos. Ela renova esse processo e utiliza um resina de sua própria composição, ricamente alimentada, composta de vários elementos e aplicada sobre a tela em camadas successivas, fornece um suporte solida e suave. A trama da tela fica as vezes visível em alguns pontos e isso da ao quadro profundidades particulares. Nada é feito por acaso. A têmpera permite, de acordo com a artista, aplats extremamente leves e belas espessuras. Sua fluidez e tranparência são notáveis. É com a ajuda do têmpera que a artista executa a maioria de suas obras a partir de 1969, inclusive as cenas mitológicas homéricas ou bíblicas.


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